quinta-feira, 10 de novembro de 2011

O Homem criando Máquina e a Máquina transformando o Homem





              A sociedade, desde a revolução industrial, vem atravessando diversos    períodos de mudanças, as quais tem levado, cada vez mais, a inserção de mecanismos robóticos, mecânicos, eletrônicos, que substituem várias atividades humanas. Desde os anos sessenta vemos um posicionamento crítico, acirrado, afirmando que essa modernização aumenta o desemprego e, como consequência, causa séria crise econômica. Essa é uma grande falácia, pois vemos a criação de novas formas de produção com a evolução tecnológica. O homem que teme a máquina, passa a usá-la, para, então, tornarem-se um só nessa relação dialética. O homem-máquina, com celular, computador, televisão interativa, e-reader, carros inteligentes, casas automatizadas, entra em um novo processo de transformação, o qual passa a humanizar as relações, exigindo o fim da ganância e construindo um novo ser, mais humano, cuja ideia pode ser representada por compartilhar. 
           No conto de Isaac Asimov, O Homem Bicentenário, uma máquina deseja se tornar humano e também o comandante Data, da série Jornada nas Estrelas - A Nova Geração, aspira o mesmo feito, algo que vai no sentido oposto das transformações sociais, visto que cada vez mais nos envolvemos, dependemos de apetrechos tecnológicos, ou seja, nos mecanizamos. Entretanto, observamos que o rumo do pensamento humano adotado pelos internautas segue no mesmo sentido dos robots de Asimov, humanização.  O homem capitalista se tornou um ser ultrapassado, as campanhas internacionais contra a ganância e o acúmulo do capital tem se destacado na web, assim como contra a corrupção e a falta de liberdade.
         É provável que ainda demore muitos séculos para mudarmos nossa cultura do "levar vantagem em tudo" e consigamos chegar no ponto em que Asimov foca seus robots. Vendo a foto acima de Asimov com um computador Shack TRS-80 Model III de 1980, em que ele afirma que internet é um negócio sério, fica fácil ver que a internet já iria representar uma revolução, que ele mesmo descreveria numa entrevista que postei dias atrás. Esperemos que o ser humano venha a construir uma nova sociedade, baseada em conceitos mais humanistas, como o próprio Isaac Asimov se considerava, e, assim, alcançar novos mundos em viagens pelo universo, audaciosamente indo onde ninguém jamais esteve.

 

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